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[Review] Macross Frontier: O universo é o limite! II

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Olá, olá! Aqui estou eu de volta para trazer para vocês a segunda parte da review de Macross Frontier, continuação direta de [Review] Macross Frontier: O universo é o limite! I (recomendo que leiam antes de prosseguir). Confesso que, quando decidi escrever, não imaginava que ia ficar tão grande. Não me ocorreu que, no caso de Macross, eu precisaria fazer toda uma introdução das séries antigas para que vocês, leitores, pudessem entender e acompanhar meu raciocínio. Acabou que, no post passado, expliquei os elementos principais da série, em contraste com as antigas, e falei um pouco sobre a história e os personagens desse mais recente segmento da franquia. Neste post, comentarei um pouco mais a respeito do assunto e farei as considerações finais, seguindo o modelo da review de Hakuouki. Fiquei feliz com o comentário positivo que recebi da Nee-san (a menina-do-blog-bonito) em relação à primeira parte da review e espero que eu consiga finalizá-la de maneira tão boa quanto comecei. Só para dar uma lembradinha à vocês, o Expresso Japão agora tem um group no msn! Lá, leitores e redatores entram em contato como fãs da cultura japonesa que são. Ficou interessado? Adicione group279340@groupsim.com e seja feliz! Já estão rolando algumas discussões bacanas por lá...
Agora vamos ao que interessa?














Como já mencionei na primeira parte da review, Macross Frontier mostra um mundo de tecnologia. Uma época em que o Planeta Terra não é mais a única casa do humanos e eles agora exploram o universo dentro de naves enormes. Essas naves comportam cidades inteiras, cidades essas feitas semelhantes às da Terra para que todo mundo se sinta em casa. Dentro desse enredo surgem Sheryl Nome, Alto Saotome e Ranka Lee, cada um com uma personalidade e objetivo diferente na série. Aventuras eletrizantes, perseguições em alta velocidade, robôs, explosões, tristeza, destroços e a esperança em meio ao caos são os temas principais dessa série. Vamos agora analisar cada quesito separadamente, como já fiz anteriormente.


  História  

Sheryl Nome é uma cantora famosa que, durante sua turnê, se dirige à nave-cidade Macross Frontier. É recebida calorosamente por seus fãs e marca um show, contratando Alto Saotome e seus amigos para fazerem acrobacias aéreas durante sua apresentação. Ranka Lee, uma das fãs de Sheryl, também está presente no show. Tudo corria bem até que um súbito ataque alienígena começou a destruir a cidade e interrompeu a apresentação de Sheryl, causando rebuliço e confusão. Alto, que sempre sonhou em se tornar piloto e voar pelos céus, entra em ação por acaso, usando apenas suas habilidades artísticas de acrobacias, assumindo um mecha cujo piloto estava ferido. Ranka, que conhecera naquele mesmo dia, estava entre as pessoas na rua que fugiam dos ataques. Quando estava prestes a ser atingida, Alto a salva e, posteriormente, luta com os alienígenas. É apartir daí que laços surgirão e o destino dos três se entrelaça.
Nota: 8,5.
Comentários: Por fazer parte de uma franquia antiga, Macross Frontier tem uma história muito longa, mas não complexa. Pelo menos não à ponto de confundir quem vê. Óbvio que quem opta por assistir/ler Macross Frontier sem nunca ter visto às séries antecessoras ou ter pesquisado nada à respeito fica meio confuso, mas ainda assim é possível sim se envolver com a história. Macross Frontier traz à tona um enredo futurista, cheio de máquinas e tecnologia. Eu acho bacana a maneira como a série é explorada, porque ao mesmo tempo que mostra um claro avanço em direção ao desconhecido, ampliando horizontes antes impossíveis de serem ultrapassados, também trata de sentimentos humanos, receios, medos, amor e rejeição. O triângulo amoroso na história é típico de Macross, aliás, o fato de ter uma cantora pop no meio também. Só perdeu um ponto pelo final, muito aberto. Sei que tem gente que curte esse tipo de final, mas acho que numa obra como essa não é uma boa pedida.


  Personagens  

Sheryl Nome é facilmente confundida com uma garota mimada e esnobe, que só pensa em si mesma e em seu estrelato. Com o decorrer da série, porém, seu comportamento, na verdade, se revela como forte e determinado. Em contrapartida, Ranka Lee, desde o início, nos passa a impressão de doçura e meiguisse. Um pouco ingênua, e definitivamente demonstrando se preocupar com todos à sua volta, ela conquista qualquer um com seu jeitinho fofo. Ranka é, na verdade, ligada geneticamente aos Vajras (alienígenas aos quais Grace também está relacionada), mas a destruição de seu planeta natal e como parar na Macross Frontier foi apagado de sua memória por ela mesma, em decorrência do trauma. Alto Saotome é um meio termo, decidido e doce. Em relação ao amor se mostra extremamente confuso, mas na hora da batalha seu temperamento é imponente e ousado. Esses são os protagonistas. Alguns personagens secundários, por exemplo, também se mostram muito importantes para o desenrolar da trama...


Grace O'Connor: Agente de Sheryl. No início é difícil precisar que função ela tem na história, mas com o passar dos episódios ela prova ser a vilã. Descendente direta dos alienígenas, deseja usar Sheryl Nome, que deve seu sucesso à Grace, em seus planos malignos. Sua personalidade é afável na maior parte do tempo, mas podemos notar um quê de cinismo desde o início.

Michael Blanc: Melhor amigo de Alto e também piloto. Antes de Alto tomar conhecimento da SMS, uma espécie de força aérea privada, ele e Michael participavam apenas de vôos artísticos. Michael é um exímio piloto, e o segundo tenente da SMS. Tem uma personalidade brincalhona e alegre, é descontraído e vive implicando com "Alto-hime". Demonstra nutrir sentimentos por Klan, a capitã gigante da frota da SMS.


Klan Klang: A capitã da frota. Pertence a uma raça de gigantes Zentradi, mas graças a uma máquina que há no quartel-general da SMS, ela consegue diminuir de tamanho, afim de parecer-se com um humano normal. O problema é que ela fica na forma chibi! É esquentadinha e engraçada, e passa muito do seu tempo implicando com Michael.

Ozma Lee: Superior da SMS e irmão mais velho de Ranka, mas apenas de consideração. Tem um temperamento bruto, mas protetor, e faz de tudo para proporcionar à Ranka uma vida boa. Pesa muito para ele deixá-la para ir às suas missões, com medo de que nunca mais volte e ela fique sozinha novamente.
Nota: 10.
Comentários: Perfeitos. O autor de Macross Frontier explora todos os tipos de personalidade dentro da série. Desde personagens decididos, como Sheryl, Michael e Ozma àqueles mais meiguinhos e sentimentais, feito Alto e Ranka. Na relação Sheryl x Ranka, as pessoas tendem a ficar de um dos lados, preferindo uma das duas e não gostando tanto da outra, afinal, as duas são completamente opostas. Eu, particularmente, admiro muito mais a Sheryl. Se tornou clichê, para mim, uma personagem boazinha, meiga, com uma história de vida trágica (e digna de pena) que é praticamente um apelo sentimental ambulante. Sem contar que é indefesa e o protagonista masculino tem que sempre aparecer pra salvá-la. Meu lado femininista me faz gostar mais da Sheryl, independente, decidida, que faz suas próprias escolhas e não espera ninguém fazer nada para ela. Não gosto muito do Alto pelo mesmo motivo da Ranka, e também por ele ser muito indeciso. Personagens indecisos me dão nos nervos. Aquele tipo que nunca consegue decidir o que quer, que não decide com que guria quer ficar, e aí ficam as duas brigando por ele porque ele não consegue ser firme o suficiente pra dizer logo quem ele quer. Michael e Grace são personagens incríveis, por motivos opostos. Bem construídos e explorados.

  Produção Artística  

Por ser uma obra recente, os traços do anime são muito bem desenhados. As naves são reproduzidas em estilo 3D, bem como alguns movimentos de alguns personagens, e as explosões chocam quem vê.
Nota: 9.
Comentários: Não há muito o que dizer, acho perfeito. As naves, os movimentos, as expressões faciais e corporais. Tudo foi muito bem construído e se adequa à série. Só não gostei do fato de, em algumas cenas, eles reaproveitarem outras. Nos shows da Sheryl, por exemplo, as imagens são reaproveitadas, mudando uma coisinha ou outra. Não sei o porquê disso, talvez quisessem poupar recursos. Ou não.


  Trilha Sonora  

Como eu mencionei na primeira parte da review, Macross Frontier é um anime bastante musical. A trilha é composta basicamente pelas músicas cantadas durante os episódios por Sheryl e Ranka, reproduzidas, respectivamente, por May'n e Megume Nakajima. As aberturas, os encerramentos e as músicas que tocam durante os episódios são das duas. Sheryl tem um estilo mais maduro, com muita guitarra e tons pesados em suas melodias, enquanto Ranka é mais suave, doce, com sons agudos e singelos.
Nota: 10.
Comentários: Não tem como comentar, poque toda a trilha é PERFEITA. As letras, as vozes, o fato de cantarem algumas melodias juntas. Óbvio que tenho preferência pelas da Sheryl, mas mesmo às da Ranka são MUITO boas!

É isso aí, gente! Chegamos ao final da Review e eu já tenho a nota para essa análise. Gostaria de lembrar, antes de revelar a nota, que vocês têm total liberdade de discordar da minha opinião em qualquer ponto desta review. Sintam-se à vontade para comentar seus pontos de vista logo abaixo. Sem mais falação, qual foi a nota?

  9,3  


E aí, concordam? Se não, mostrem-me outros pontos de vista. Eu estou curiosa para saber o que vocês acharam da review e onde eu posso melhorar. No mais, obrigada por terem lido.

Kissu :3

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